Aposto que a Yoko Ono concorda com este post

Esse post é das meninas também serve para os meninos que vivem reclamando da falta de possíveis companheiros no “mercado”. Confesso que sempre fui namoradeira, nunca fiquei muito tempo sozinha, mas conheço inúmeras pessoas que estão sem ninguém há anos ou vivem se metendo em relacionamentos problemáticos, que duram tanto quanto uma escova progressiva após alguns dias na praia. Enfim, descobri uma revista digital muito legal chamada “Jezebel”, focada no público feminino, e que dá algumas dicas sem ser tão óbvia, careta ou sexista como a maioria das revistas de mulheres que vemos por aí. Então lá vai a matéria que achei para as solteiras (os) lamuriosas (sos):

 

Pelo amor de Deus, não tem nada errado com você: um manifesto do namoro

 

 

29 abr, 2012 – 08:30 – por: Lindy West (revista Jezebel)

Como mulheres modernas e casadoiras que somos, nosso infalível paradigma de inadequação dita uma ladainha mais ou menos assim: “eu sou gorda demais para atrair o meu tipo de homem”, “eu sou feia demais para conseguir casar”, “eu já estou velha demais para encontrar alguém”. Isso é repetido até a morte – literalmente –, e esse é o ciclo de vida da mulher. Hoje em dia, está na moda se comiserar pelas razões opostas às anteriores: “eu sou inteligente/bonita/bem-sucedida/interessante/divertida/honesta demais para conseguir fisgar um homem!”

Não importa o que ou quem nós, mulheres heterossexuais, sejamos, nós sempre somos alguma coisa demais para os homens. Não é uma merda isso? Porque ser “demais” de alguma coisa implica que você pode mudar, e ser de outro jeito. Mas isso não é verdade – É UMA ARMADILHA.

Nós estamos constantemente nos considerando demais ou de menos sob todos os ângulos possíveis. Além disso, ou usamos essa inadequação para nos punir (Você está gorda demais! Não vai comer biscoito!) ou nos agarramos a ela para encontrar consolo, como se o próprio senso de inadequação fosse nosso “namorado”. Mas será que não dá pra deixar essa coisa toda pra lá – encarando-a como a bobagem que ela de fato é – e virar, sei lá, gente? Uma pessoa que não existe em função dos homens? Cuja vida não é destruída sempre que se descobre (ao ler a revista Nova de cada mês) que se é alguma coisa demais?

Temos de parar de nos definir unicamente em relação aos homens, e parar de pensar coisas do tipo “eu não sou eu, eu sou a mulher dos sonhos do meu namorado imaginário, com alguns poréns: sou 20 quilos mais gorda, tenho uma cintura 10 cm maior, sou feminista (que ameaça!) e não estou a fim de fingir que me interesso por esportes radicais obscuros! Essa sou eu!”

Não, essa não é você. Essa é uma monstruosidade bizarra que você inventou para se torturar. Eu tento me lembrar (e às vezes é difícil) de que sou um ser humano, e não uma equação que pode ser resolvida baseada na atração que os homens que me conhecem sentem por mim. Porque a real, gente, é que tudo isso é uma farsa, talvez a mais duradoura de todos os tempos.

Pare de tentar ser o que os homens querem que você seja, porque eles estão mentindo para você. Qualquer homem de carne e osso quer estar com uma mulher que seja de carne e osso também. A atração não é algo mental, é involuntária – se os homens realmente só quisessem pegar top models mudas, as pessoas comuns já teriam entrado em extinção. Mas olhe em volta: tem gente comum para todo lado!

No fundo, os homens sentem atração pelo mesmo tipo de pessoa que as mulheres: alguém autoconfiante, seguro(a), ativo(a), com senso de identidade. Mas é complicado, porque autoconfiança é também o oposto de desamparo, e muitos caras (os inseguros) precisam que as mulheres sejam ou pareçam desamparadas, porque elas não estarão no controle. Alguém que está no controle quer continuar nessa posição – e, em geral, essa pessoa é um homem (só para esclarecer: estou falando em termos gerais, não estou dizendo que seu pai está fazendo tráfico de escravas do leste europeu ou algo assim. Você me entendeu).

Além de tudo isso, e também pelo fato de a atração ser algo involuntário, o ato de admitir que estamos genuinamente atraídos por alguém implica abrir mão do poder que temos sobre a situação. É algo que dá medo. E quando a pessoa por quem você está tão atraído que dá medo nem se liga na sua existência, o que você faz? INVENTA QUE A BATATA DA PERNA DELA É GORDA.

É um mito da beleza dos mais rasteiros. Todas as pseudodesculpas evolutivas que as pessoas dão para os ideais de beleza modernos (peitos gigantes sinalizam mais leite para os bebês das cavernas! Cintura fina, útero grande! E por aí vai) são bobagens. Você já prestou atenção no que significa ser “atraente de forma convencional” hoje em dia? O negócio está fora de controle! Em termos de padrão de beleza, eis aqui o que eu acredito que a mulher deveria ter para o homem das cavernas:

1. Quase todos os braços e pernas.

2. O menor número possível de feridas abertas.

3. Ser minimamente saudável e robusta, para poder cuidar de crianças e defendê-las de

leões.

Apliques de cabelo em degradê? Duvido. Ser “interessante demais”? Certeza que não.

Nós, enquanto mulheres, passamos a vida acreditando nessa mentira – a de que tudo o que temos de fazer é deixar de sermos gordas demais, ou reclamonas demais, ou tensas demais, ou ainda peitudas de menos, e aí o homem perfeito vai finalmente nos amar para sempre.

Mas ir atrás desses fantasmas não nos torna necessárias – nos torna descartáveis. E nos tira qualquer poder, porque é como se não fôssemos mais pessoas, e sim carcaças. Carcaças que se sentem um lixo e que não têm pudor de trair a confiança de outras carcaças. Existe o estereótipo idiota (e imortal) de que as mulheres só se interessam pelos homens que não precisam delas – mas isso é porque todo mundo quer alguém que não precise se apoiar no outro. Todo mundo quer alguém que não preciiiiiiise de outra pessoa! As únicas pessoas que deveriam ter permissão para serem desamparadas são os bebês, e quem quer dar para um bebê? Eu não! (dica: se você gritou “eeeeu!” e acha que tudo bem, chame a polícia).

Dependência não dá tesão. Mas o que parece mais dependente e carente do que fazer da sua vida um eterno episódio daqueles programas que dão uma repaginada em alguém considerado fora dos padrões? O que é mais desesperado do que se construir a partir da costela (de qualidade duvidosa) de um Adão qualquer? Isso é o contrário de encontrar alguém que possa realmente gostar de você.

Então, pare. Faça o que quiser e você vai conseguir o que quiser. Desistir de corresponder às expectativas alheias não é se acomodar – é exigir o que você merece.

 

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Estamos virando ciborgues

Quando a gente fala em ciborgue logo imagina uma figura no estilo robocop, mais máquina que homem. O que muita gente não sabe é que já somos ciborgues. Segundo a Wikipédia, “ciborgue é um organismo cibernético, isto é, um organismo dotado de partes orgânicas e cibernéticas, geralmente com a finalidade de melhorar suas capacidades utilizando tecnologia artificial.”

Quando utilizamos o carro para aumentar nossa velocidade de deslocamento, o celular para se comunicar melhor e o computador para aumentar nossa capacidade de raciocínio, estamos sendo ciborgues. E a coisa vai além: agora estão fazendo pesquisas para que um chip implantado em nosso cérebro mande comandos do nosso pensamento direto para o computador, ou para uma perna mecânica, se for o caso.

Acho isso tudo bem legal, principalmente para quem realmente precisa, mas também tenho um certo medo, a começar por aquelas pessoas que mal conseguem conversar com os outros porque ficam o tempo inteiro twitando no celular.

Quem provavelmente não concorda comigo é Kevin Warwick, um professor de cibernética considerado o primeiro ciborgue do mundo. Para ser exata, ele tem um chip com frequência de rádio implantado no braço. Como resultado, pode ligar e desligar luzes estalando os dedos. Uma vez, chegou a deixar as ondas cerebrais de sua esposa assumirem o controle de seu corpo (ela também é ciborgue), seja lá o que isso quer dizer. Enfim, Kevin tem um plano ambicioso: ele quer criar corpos feitos de pele, osso e circuitos. Olha o que a figura chegou a declarar em uma entrevista: “Ser só humano é se contentar com muito pouco! Pense nas possibilidades que a internet e a informática oferecem e que não temos. Imagine se tivermos os neurônios ligados à internet e a um computador: poderemos ter a memória da máquina, suas habilidades matemáticas e as conexões da rede. Os humanos só enxergam o mundo em três dimensões, enquanto os computadores podem ter centenas de dimensões. Nossas habilidades estão ultrapassadas.”

Confesso que lendo essas coisas, aos 29 anos de idade parece que pertenço a um outro mundo, onde ser apenas humano ainda era legal. Mas como já disse Eddie Vedder “It´s evolution, baby”. E boa sorte a nós que estamos nessa nave louca. E la nave va.

Se você está com tempo livre e paciência para prosseguir no assunto, sugiro que dê uma olhada nos links abaixo. Senão, melhor mesmo é aproveitar o corpo são que Deus lhe deu (se for esse mesmo o seu caso) sair do computador e dar uma boa corrida no parque. Uma cervejinha depois também cai bem, afinal ainda somos humanos.

http://www.tecmundo.com.br/infografico/10289-7-tecnologias-que-transformarao-voce-em-um-ciborgue-na-decada-que-vem-infografico-.htm

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI110540-17773-1,00-EU+CIBORGUE.html

http://motherboard.vice.com/2010/8/10/the-cyborg-kevin-warwick-is-the-world-s-first-human-robot-hybrid

http://www.vice.com/pt_br/read/amber-case

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Desconfiando da tal da “evolução”

Há muito tempo venho me questionando sobre os rumos da humanidade. Primeiro porque muitas coisas nunca fizeram muito sentido pra mim. Por exemplo: alguns terem direito a milhões de hectares de propriedade enquanto outros não terem lugar nenhum para morar. E não me venha com essa história de que só tem mais quem trabalha ou é herdeiro de quem trabalhou bastante porque essa ladainha também não é verdade.

Além dessa questão da desigualdade outra coisa que me deixa com a pulga atrás da orelha é a tal da “evolução”. Mesmo com tanta tecnologia para nos ajudar por quê continuamos sem tempo? E com o planeta sendo gradualmente construído e as constantes ameaças de guerra aqui e acolá, que tipo de evolução é essa?

É isso o que eu e muita gente se questiona há tempos. O documentário Zeitgeist (que eu citei no meu primeiro post) é um exemplo. Outro mais recente é o Occupy Wall Street.  Organizado por manifestantes de esquerda, o movimento  defende a mudança do atual sistema econômico mundial. Alguns falam até mesmo no fim do dinheiro. Como já dizia Paulinho da Viola “dinheiro na mão é vendaval”, mas um mundo sem ele também me parece viagem demais.  De qualquer forma, se você tiver um pouquinho de tempo para pensar no assunto abaixo vai um vídeo que eu achei no youtube:

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Joinhas da internet

Há muito tempo procuro um site legal para me entreter na internet. Confesso que durante a locução, enquanto tocam as músicas, muitas vezes entro na web para me informar e também passar o tempo. Para minha vergonha pessoal acabei me viciando em sites de fofoca, que me fazem perder horas e no final percebo que não fiz nada além de fuçar a vida dos outros. Para sair dessa fossa mental comecei a procurar outras distrações e felizmente achei a revista Vice. Eu já gostava da versão impressa pelos ensaios ousados de moda mas agora descobri que as reportagens, além de bem variadas, são uma delícia. Como tenho uma queda pelo exótico a reportagem abaixo foi um deleite sem fim…

Fotografando os Filhos dos Novos-Ricos Russos

By Elektra Kotsoni

Dá só uma olhada nesse moleque aí em cima. O nome dele é Vladim, e seus pais são muito ricos. Quando a fotógrafa Anna Skladmann foi à casa de Vladim, ele perguntou quantas fotos ela iria tirar. “Não mais que dez”, ela disse enquanto tirava dez rolos de filme da bolsa e começava a trabalhar. Depois de dez cliques, ele saiu confiantemente, foi pro seu quarto, colocou o pijama, sentou na frente da televisão e pediu para a empregada trazer chá.

Nessa época o Vladim tinha cinco anos. Não sei quantos anos ele tem agora, mas imagino que ainda seja facílimo pra ele mandar alguém te apagar.

A Anna tem muitas histórias parecidas para contar sobre o tempo que passou em Moscou, fotografando as crianças que dentro de alguns anos estarão estrangulando a econômica britânica com petróleo do Ártico. Acho que foi por isso mesmo que ela decidiu transformar seu projeto Little Adults num livro.

Entrei em contato com ela e conversamos sobre isso.

VICE: Oi, Anna. Tudo bem?
Anna Skladmann: Estou de férias em Bali no momento. É lindo e ensolarado, o que é uma mudança bem legal, sair um pouco do clima congelante de Moscou.

Li que você nasceu em Bremen. Como você foi parar em Moscou?
Meus pais são imigrantes russos que viveram 30 anos na Alemanha. Quando eu era criança, passei muito tempo com a minha avó. Ela costumava trabalhar no Teatro Bolshoi antes de imigrar, então me contava muito sobre a cultura russa. Ela falava da música, dos jogos, do balé… Construí esse mundo extremamente colorido e nostálgico da grande Rússia na minha cabeça, mas da primeira vez que visitei Moscou, nas férias do ano 2000, o que eu vi era um pouco diferente do que eu tinha imaginado.

Diferente como?
Eu percebi que tudo era muito cinza do lado de fora, as cores que eu tinha imaginado não estavam nas ruas. Nada acontecia; eram só carros e aquele clima horrível. Mas quando você entra na casa de alguém, é lá dentro que se encontra luz e calor. Então quando me mudei para Rússia para estudar, estava muito interessada em ver como as pessoas viviam. Eu levava minha câmera pra todos os lugares.

Nikita e Alina na Embaixada Italiana de Moscou.

E foi assim que esse projeto começou?
Talvez tenha começado um pouco antes. Na minha primeira viagem a Moscou, eu tinha uns 14 anos e meus pais me levaram a um baile de máscaras. Foi a primeira vez que me encontrei com crianças russas, e me surpreendeu como elas eram diferentes das crianças que eu conheci na Europa. Elas não estavam vestidas do mesmo jeito que crianças se vestem no carnaval, elas estavam vestidas como adultos. E todas agiam como adultos. Elas se sentavam à mesa, conversando e se comportando de uma maneira muito urbana. Eu era muito nova, mas essa impressão ficou comigo. Acho que foi quando comecei a pensar sobre o fenômeno social, colocando as coisas num contexto social.

Você se mudou para a Rússia para trabalhar especificamente nessa primeira impressão?
Não necessariamente, mas já tinha trabalhado durante algum tempo com a Annie Leibovitz em Nova York, e depois disso senti que já era hora de trabalhar nos meus próprios projetos. Então fui a Moscou em 2008, mas nunca tinha morado lá antes, não tinha muitos amigos e acabei saindo bastante com a minha mãe. Um dia, uma amiga de infância dela que se casou com alguém muito, muito rico, nos convidou para um chá. E foi assim que conheci Nastia, a menina de oito anos que basicamente se tornou a musa do meu projeto.

Nastia

E você documentou tudo isso?
Sim, comecei a fotografá-la naquela hora. Acho que ela gostou tanto quanto eu. Foi quase um diálogo porque ela gostou da atenção, e ela sabia muito bem que eu também precisava dela. Eu estava passando por essa fase, onde não sabia muito bem o que fazer da vida, e ela estava lá sendo incrível. Ela me ligou no outro dia com uma nova ideia para uma sessão de fotos, eu fui até a casa dela e ela já sabia exatamente como queria ser fotografada.

Quando você pensou que isso podia se tornar toda uma série?
Eu voltei brevemente à Nova York e comecei a imprimir meus trabalhos para tirar o diploma e achei que tinha alguma coisa ali. Há uma geração inteira de crianças nascidas nesse ambiente.

O irmão mais novo da Nastia

E como era esse ambiente, na época?
Essa é uma sociedade ainda em desenvolvimento, ainda se inspirando numa mistura de fontes. Ainda não é completamente ocidentalizada porque tem uma história muito rica, mas acho que ainda vai levar muito tempo para que tome uma forma distinguível. Tudo é tão novo pra eles, eles são extremamente impressionáveis. Por exemplo, quando eu estava fotografando as crianças, era óbvio que a maioria delas tinha olhado revistas como Tatler e Vogue. Dava pra perceber na maneira como posavam, as coisas que escolhiam usar e as razões que tinham para posar.

Arina

Algumas poses são um pouco sexualizadas. O que me fez pensar, como os pais reagiram a esse tipo de comportamento? Você diria que eles encorajam isso?
Bom, eles não foram objetificados. Talvez eles não encorajem, mas certamente acolhem. Quer dizer, se você vir o closet dessas crianças — cheio de vestidos e sapatos e maquiagem… Um dia me pediram para fotografar duas garotas na loja de joias da mãe. Eles também tinham uma bebê, que eu implorei para a mãe não trazer porque eu estava trabalhando com luzes fortes. Chegando na sessão, a bebê não só estava ali, como estava usando esse colar enorme e pesado na cabeça!

Deve ter sido hilário. Como você explica essa necessidade de excesso?
Acho que é porque os pais cresceram em meio à desolação, eles não tiveram uma infância propriamente. Eles estão tentando dar aos filhos uma infância dando tudo que eles não tiveram quando crianças. Mas se perderam um pouco pelo caminho.

Eu acho que é o que se pode chamar de círculo vicioso.
É isso que acontece quando não há tradições para ordenar uma nação. Ela não se controla sozinha. Eles têm que recriar seu próprio entendimento sobre eles mesmos antes de poder manter um estilo de vida sensível. Lembro que visitei um colégio interno na Inglaterra e o oposto acontecia lá. As crianças ricas nunca tinham dinheiro e precisavam pegar o trem ou o ônibus para ir a qualquer lugar. Em Moscou, eles têm uma multidão de servos os seguindo pra todo lado. Motoristas, babás e até guarda-costas.

Alisia

Que tipo de carreira os pais das crianças que você fotografou tinham?
Eu não fotografei os oligarcas. Fotografei a classe alta recém-formada na Rússia. Muita gente que trabalha com matérias-primas, depois das privatizações dos anos 90. E também da indústria da moda, do ramo de restaurantes, cinema, imóveis, política… Também fotografei parte da intelligentsia, mas não confunda esse pessoal com o “dinheiro velho”. Não havia nenhum dinheiro 20 anos atrás

Mal consigo imaginar como você teve acesso a esse tipo de pessoa e como eles permitiram que você fotografasse os filhos deles.
Teve muita rejeição, mas acho que a razão principal de eu ter conseguido entrar no mundo deles com a minha câmera foi porque eu ainda era muito jovem, então não parecia uma ameaça. Acho que as famílias não me levaram muito a sério como fotógrafa. Eu era mais como uma irmã mais velha, ou uma amiga da família.

E parece que isso funcionou muito bem. Obrigada, Anna!

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O clipe mais legal do mundo

Há alguns meses eu e meu namorado inventamos uma brincadeira que nos deixa distraídos por horas: batalha de música. Quando nossos amigos nos visitam entramos no youtube e cada um coloca uma música que possa superar as anteriores. O primeiro da roda é quem dita o estilo.

Apesar de muito divertida, o único problema dessa brincadeira é que ninguém quer ser o juiz da história. Todo mundo quer colocar o seu hit e no final todo mundo julga junto. Então o critério acaba sendo a música que fez o pessoal dançar mais. Já me senti muito injustiçada por ter colocado “Sexual Healing”, do Marvin Gaye, e ter perdido para “16 Toneladas”, do Funk Como Le Gusta, mas enfim, acontece.

Estou contando essa história porque depois de ver o último clipe do Ok Go estou pensando seriamente em fazer uma batalha de videoclipes. Famosos pelo clipe da música “Here It Goes Again”, que mostra os membros da banda cantando enquanto dançam sobre esteiras elétricas, eles agora atacaram de novo. No clipe de “Needing/Getting” , além de todos os ruídos produzidos pelo carro se transformarem em batidas para a composição musical, a banda adaptou objetos no carro que se transformaram em instrumentos musicais. Na estrada onde o videoclipe foi gravado, a banda também instalou objetos para produzir sons ao ter contato com o carro. Saca só:

Quando eu brinco de batalha de música, sempre consideramos que colocar Beatles ou Rolling Stones é um apelo e às vezes até proibimos porque é difícil ganhar deles. Se fosse uma batalha de clipes eu proibiria “Thriller”, do Michael Jackson. Aliás, o clipe onde Michael Jackson aparece na clássica apresentação como zumbi, foi eleito pelo jornal “The Sun” como o melhor de todos os tempos. Esse clipe sim é insuperável!

Ah, a mocinha bonita que aparece no clipe havia sido capa da playboy recentemente e tentava a carreira de atriz. Mas a coisa não foi muito longe, sem conseguir deslanchar a ex-playmate caiu de cabeça nas drogas. Mais uma história triste do show business…

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Para quem gosta de gatos!

Desde criança minha maior paixão são os felinos. Desde junho tenho um deles lá em casa, uma gatinha de 9 meses chamada Lilith. Como ainda não tenho filhos me ocupo com ela, que está longe de ser como um rebento mas já toma conta de boa parte do meu tempo enquanto estou em casa. Sua maior alegria é ficar na janela vendo os passarinhos. Olha só a figurinha:

Sei que tem muita gente que não gosta de gatos e inclusive faz maldade com os bichinhos, o que eu acho imperdoável. Por outro lado, conheço alguns viciados nessas bolinhas de pêlo cheias de personalidade, que como eu já passaram muito tempo na internet vendo links para quem curte gatos. Começando pelo engraçadíssimo Simon The Cat…

Também tem joguinhos no ipad só para gatos, já viu?

http://gamesforcats.com/

E por fim, vídeos fofos de gatinhos para quem gosta de perder tempo não fazendo nada (como eu)

http://justlia.mtv.uol.com.br/2010/07/10-melhores-videos-de-gatos/

Miau!

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Aprendendo a decorar nomes

Eu não sei exatamente quais são os tipos de memória que existem, mas sei que a minha não é fotográfica. Eu esqueço detalhes da casa ou do rosto de uma pessoa e não é sempre que lembro o nome de quem mal conheço. Meu namorado fica bravo porque às vezes não percebo que ele cortou o cabelo ou fez a barba. É que a minha memória é sentimental. Incrível mas o que mais me recordo é como eu me sentia em tal momento ou a sensação que tal pessoa que eu acabei de conhecer me passa. Tipo, “ah, esse é aquele mala que me irritou porque a cada frase que digo cita um livro ou um filme que vão me impressionar.” Ou “ah, essa é aquela moça simpática que me deu um bombom naquele dia em que eu morreria por um doce.” É estranho porque às vezes as sensações são equivocadas (assim como as aparências) e só resta mesmo um rosto e seu nome como alguma certeza.

Quando vim aqui para a Mundo Livre conheci tanta gente que foi difícil aprender os nomes logo nos primeiros dias. Na verdade, depois de seis meses de empresa ainda dei balinhas com um bilhete de feliz natal para a pessoa errada. Quer dizer, era a pessoa certa mas escrevi o nome errado. E daí? No final o melhor é mesmo dar risada. Eu não gosto quando trocam meu nome mas não vejo nada de tão exclusivo nele. Existem diversas Saras pelo mundo e nem fui eu que escolhi me chamar assim. Poderia ser Rebeca, Cláudia, sei lá. Não acho que minha personalidade seria outra por causa disso. Ou seria?

De qualquer forma descobri ao acaso na internet dicas bem legais para quem quer se mostrar atencioso e não esquecer um nome de jeito nenhum. Pra quem começou a namorar a dica também é ótima. Pelo menos no início, enquanto decorar os nomes da parentada e ver as fotos do amado quando criança não são tarefas tão tediosas. Aliás, falando em esquecer nome, outro dia um amigo foi com a namorada – com quem estava há um mês -  a um casamento de família. Na hora de apresentá-la ao noivo simplesmente esqueceu o nome da moça. Nesse caso a falta de memória custou um pé na bunda.

 

 

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O que há de interessante em nossa MPB?

Toda semana eu me faço essa pergunta para escolher as músicas do programa Expresso 2222, que toca toda segunda, às 23h na Mundo Livre. A outra pergunta que me faço é até quando a música brasileira de qualidade, ou que ao menos diz se propor a isso, vai continuar se chamando MPB. Como todo mundo sabe, Chico Buarque e Caetano Veloso foram populares lá pelos anos 60. Hoje quem é popular é Luan Santana, Michel Telo e outros autores de hits grudentos.

Mas considerando o que há de interessante aqui no país e é chamado de MPB, resolvi fazer uma lista dos músicos que mais chamaram a minha atenção nos últimos meses, com direito a dicas das músicas que mais gosto para quem quiser ouvir:

Marcelo Jeneci – Quando ouvi a primeira vez por alguém que postou no facebook, achei açucarado demais. Mas depois de ouvir as outras músicas e ver o show da banda na virada cultural deste ano, sem dúvida é um dos que eu mais gosto. Suas influências incluem Roberto Carlos, Dominguinhos e até mesmo Ivan Lins. Nem todas as músicas são legais mas o cara é bom compositor e um musico genial, coordena um grupo, que junto com a vocalista Laura Lavieri, vale a pena ser ouvido. Sugestão de Músicas:  “Felicidade”, “Dar-te ei” e “Pense duas vezes antes de esquecer”.

Thaís Gulin – A curitibana Thaís Gulin está com tudo, além de ser super talentosa ainda namora com o Chico Buarque. Tendo o Rio de Janeiro como cenário e inspiração, seu segundo CD intitulado ôÔÔôôÔôÔ,  é um dos melhores lançamentos de 2011. O disco conta com a participação de vários nomes da MPB, como Tom Zé, Chico Buarque, Adriana Calcanhotto e Ana Carolina. Sugestão de músicas: “ Cinema Americano” e  “Se eu soubesse”

Tulipa Ruiz – Essa paulista fez o primeiro show em 2009,  lançou o primeiro álbum em 2010 e desde então ganhou espaço em diversas rádios. Sua voz é tão gostosa que fica difícil não querer ouvir. Sugestão de músicas:  “Pontual” e “Efêmera”

Tié – Outra paulista na lista. Além de ter uma bela carinha (ela era modelo) mostrou ano passado em seu segundo álbum (A Coruja e o Coração) que está cada vez melhor. A doçura e a melancolia, típicas de suas composições, continuam presentes. Sugestão de músicas: “Te mereço” e “Perto e distante”

Bárbara Eugênia – Carioca que combina com as figuras abaixo, todas nordestinas. É que a Bárbara parece dar um espaço especial ao discurso e as desilusões amorosas, características muito comuns na música nordestina com um pé no brega, de gente como Belchior . Sugestão de músicas: “Por aí” e “Drop the bombs”

Cidadão Instigado – Liderada por Fernando Catatau, a banda de claramente faz um rock influenciado pela música nordestina e pelo rock dos anos 70, de gente como Raul Seixas e Belchior. As guitarras são lindas. Sugestão de músicas: “Contando estrelas”, “O nada” e “Dói”.

Karina Buhr – Pernambucana arretada, “de coração peludo”, ou seja, que não faz o tipo romântica. Justamente por isso faz o balanço perfeito no meio dessa tendência melosa da nossa MPB. Sugestão de músicas: “Eu menti pra você” e “Cara Palavra”.

Espero que curtam!

 

 

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Lana Del Rey, botox e vozeirão

Uma das coisas que me chamaram atenção em 2011 foi o surgimento da bela Lana Del Rey. Conheci a moça por meio de uma matéria da Folha de São Paulo que questionava a veracidade de sua imagem.  A moça não só mudou o visual (com certeza colocou bastante botox na boca) mas também o nome.

Nascida como Lizzy Grant, tentou lançar um cd sem  muito sucesso há um tempo atrás.  Então este ano, após se aconselhar com seus advogados para a escolha de um nome,  ressurgiu como Lana Del Rey e com outra cara, postou suas músicas na internet – como se ela mesma tivesse produzido os clipes. Apesar do ar caseiro a edição é tão boa que não me enganou.  Duvido.

Lana ainda negou ter feito intervenções no rosto ou mesmo ter sido orientada por alguma gravadora. Também duvido. Mas o que eu não duvido é que a moça além de ser um investimento atraente realmente tem talento.  Desde que comecei a ouvir suas músicas no youtube simplesmente viciei. Se ela mudou o nome, a cara, a bunda, realmente não me importo.

A última notícia de Lana é que ela vai lançar seu próximo cd em janeiro, pela Interscope. Tenho certeza de que Ms. Del Rey vai estrear  em alta velocidade.

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Olá pessoal!

Oi gente! Estou bem feliz em começar a fazer parte do dia de vocês com a minha voz aqui na Mundo Livre. Esse é meu primeiro post então acho que é legal avisar que neste mês de dezembro eu estou fazendo as férias do Vlad, depois faço as da Margot e depois as da Adri.

O legal é que eu deixarei de ser a “garota das férias” para integrar o quadro fixo de locutores aqui da rádio. O trabalho é uma delícia: leio notícias de música, escuto música e vira e mexe dou uma bisbilhotada na internet.

Outro dia achei o documentário Zeitgeist no youtube e aproveitei para começar a assistir. A ideia do filme é mostrar o que está por trás do atual sistema econômico mundial.

A coisa toda é muito polêmica, refuta as religiões e questiona seriamente o 11 de setembro. A primeira vez que vi fiquei muito impressionada, mal consegui dormir. Acho complicado dizer que tudo ali é verdade mas tem muita coisa que faz sentido.

A intenção final  é mostrar como podemos melhorar o nosso mundo começando a mapear o que temos de recursos  naturais para que o consumo seja mais consciente, baseado apenas no que podemos gastar no planeta. Foi aí que eu pensei: natal chegando, presentes aos montes para todo mundo.

Será que uma planta, um carinho ou mesmo um jantar já não valem mais que a necessidade de ter mais coisas? Hoje todo mundo acha que é o que consome. Você já pensou nisso?

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