Novo livro trata da relação entre jornalismo e literatura

Apesar dos 15 anos que separam a existência dos escritores-jornalistas Lima Barreto (1881-1922) e João Antônio (1937-1996), ambos convivem e dialogam na obra Repórter-Cronista em Confronto: João Antônio na trilha de Lima Barreto (Ed. Annablume), do professor em Comunicação Social Cláudio Coração.

A partir do estudo da coluna Corpo-a-Corpo, do jornal Última Hora, assinada por João Antônio, Coração percorre a trilha do cronista, que é norteada por Lima, seja em suas semelhanças de forma ou de conteúdo, e sempre repleta de lembranças, citações e referências entre os dois escritores-jornalistas.

Repórter-Cronista em Confronto analisa as narrativas jornalísticas nos textos joãoantonianos e de Lima Barreto e investiga a crônica e a reportagem, gêneros jornalísticos presentes nas obras, abordando temas ligados à vida social, à precarização dos centros urbanos, aos personagens da música popular brasileira e do futebol e a concepção da escrita. “Essas múltiplas discussões são estabelecidas para registrar a transposição do simples narrar e da prática de verificação social típicas das redações para a combatividade e o comprometimento com os setores marginais da sociedade e as vítimas do sufocamento urbano”, explica Coração. O livro é uma contribuição à análise do complexo “namoro” entre literatura e jornalismo no Brasil.

Sobre o autor

Cláudio Coração atua como professor dos cursos de Comunicação Social da Unip (Campus Bauru) e da FIB (Faculdades Integradas de Bauru). Doutorando em Comunicação: Meios e processos audiovisuais pela ECA/USP, e mestre em Comunicação pela Unesp, com o apoio da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. É jornalista e tem experiência na área de pesquisa em teorias da comunicação, jornalismo especializado (convergência com a literatura, estudos de gêneros textuais, narrativas jornalísticas etc.) e comunicação audiovisual (documentário e ficção; teoria e reflexão sobre a produção cinematográfica contemporânea; fenômenos envoltos na urgência do real, etc). Em parceria com Aléxis Góis, dirigiu o documentário “Cantoria Caipira: o cururu do médio Tietê”. Tem artigos e trabalhos publicados em diversas revistas científicas do país.

 


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Terça do Livro: “Grau 26″, de Anthony E.Zuiker

Hoje a dica da Terça do Livro é um pouco diferente. O nosso leitor André de Andrade sugere um romance interativo, cuja história impressa se complementa com vídeos na internet. Segundo a editora Record, é um novo conceito de entretenimento que mistura mídias convergentes. Grau 26 é muito mais que um livro. É uma experiência revolucionária que mistura leitura, com elementos cinematográficos e interatividade digital, o primeiro digilivro da história.

"É surpreendente! Sem dúvidas o Grau 26 é uma ótima dica para quem gosta de uma história envolvente do começo ao fim"

Criado por Anthony E. Zuiker, visionário roteirista da série de TV CSI, traz o perito Steve Dark e sua equipe na perseguição ao mais terrível psicopata de todos os tempos. Um homem tão perverso que não se encaixa nos 25 graus de perversidade estipulados pela lei. Para ele, é necessário criar o grau 26. Leia. Veja. Acesse. Tenha medo. CSI e a série de TV mais assistida no mundo, com cerca de 2 bilhões de espectadores em mais de 200 países. Os leitores terão acesso a conteúdo digital exclusivo, incluindo 20 ciberpontes, que contém vídeos, áudios e elementos interativos que complementam a história. Através do portal os leitores poderão interagir entre eles e com a historia. O filme que complementa o livro é uma produção caprichada. No elenco: Bill Duke, Michael Ironside e outros.

André diz:” Um livro que eu li e me encantou foi o Grau 26. Pela interatividade de você ler um capítulo e depois assistir um vídeo para complementar o que já está em mente. Um romance digital como o próprio autor intitula, realmente segue ao pé da letra o seu sub-titulo. Uma história de amor, suspense e investigação. É surpreendente! Sem dúvidas o Grau 26 é uma ótima dica para quem gosta de uma história envolvente do começo ao fim.”

O preço médio do livro é de R$ 39,90.

Confira o site oficial aqui.

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Museu Paranaense apresenta evolução da escrita em exposição

O Museu Paranaense abre amanhã, dia 15 de maio, a mostra “Transformação da Linguagem Escrita: páginas do tempo”. Em cartaz até o dia 10 de setembro, faz um apanhado sobre a evolução da comunicação, trazendo imagens e objetos que fizeram parte deste processo. A entrada é gratuita.

A exposição reflete as diversas formas do homem se comunicar e se expressar por meio de diferentes métodos e tecnologias. Em quase todas as culturas, os alfabetos e as letras são feitas com significados simbólicos.

A linguagem escrita também tornou possível a disseminação do conhecimento e da informação, inicialmente por meio de documentos escritos e séculos mais tarde com os livros impressos. “Transformação da Linguagem Escrita: páginas do tempo” contempla a escrita desde a Pré-História da humanidade, com o uso da escrita cuneiforme, seguida da forma manuscrita, a invenção da imprensa e o período da Revolução Industrial e Tecnológica até a Era Digital. Também é demonstrada a diversidade dessa linguagem nas múltiplas culturas e na especificidade de determinados grupos, como os surdos e cegos.

Serviço
Exposição “Transformação da Linguagem Escrita: páginas do tempo”
Período expositivo: 15 de maio a 10 de setembro de 2012.
Terça a sexta-feira das 9h às 17h.
Sábado e domingo das 11h às 15h.
Museu Paranaense
Rua Kellers, 289 – São Francisco. Curitiba.

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Dica Cultural: Poemas para homenagear as mães na Rua 24 horas em Curitiba

As mães que passarem pela Rua 24 horas, um dos cartões postais de Curitiba, serão homenageadas com muita cultura. De sexta-feira, 11, até o dia 19 acontece a exposição ‘Mãe, 24 Horas com Você’. A mostra vai contar com inúmeros poemas de autores locais e nacionais.

A exposição, aberta ao público, será feita em grandes painéis distribuídos em diversos pontos da Rua 24 horas – entrada pelas ruas Visconde do Rio Branco e Visconde de Nácar, no Centro de Curitiba.

Entre os poetas que terão trabalhos expostos está o paranaense Fahed Daher que tem inúmeros poemas publicados, como o famoso ‘Mulher Guerreiro’, escrito para a campanha contra a miséria. Na galeria dos nacionais, estão poemas de Carlos Drummond de Andrade e OIavo Bilac.

“É uma maneira singela de homenagear todas as mães através da cultura e de textos que transpiram amor. Por se tratar de um espaço cultural e de encontro da cidade, a Rua 24 Horas é o local ideal para esta homenagem”, explica a responsável pelo evento, Jucélia Vieira Camargo.

As pessoas que se sentirem inspiradas pelas poesias também terão um espaço específico para dedicar algumas palavras às suas mães.

A exposição é um dos eventos programados para acontecer na Rua 24 Horas ao longo de 2012. A empresa administradora do espaço planeja transformar a rua em uma referência cultural da cidade, além de oferecer diversos serviços e gastronomia aos visitantes.

 

Serviço

Exposição ‘Mãe, 24 Horas com Você.’

Rua 24 horas – entrada pelas ruas Visconde do Rio Branco e Visconde de Nácar.

Entre os dias 11 e 19 de maio, das 9hs às 22hs.

Entrada franca.

 

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Sexta Sem Dúvida: Este e Esse

Hoje, vamos responder a dúvida da Ane Elyse enviada pelo nosso Facebook, sobre o uso de este/esse.

Para utilizar esse pronome, temos três regras principais: em relação ao espaço, ao tempo e ao discurso.

Quando temos situação de espaço, usamos em relação ao falante, ouvinte e alguém distante do falante e do ouvinte. Por exemplo, dizemos “este lápis é meu“, “esse lápis é seu” e “aquele lápis é dele“. No entanto, quase nunca aparece essa situação quando estamos escrevendo. As mais comuns na escrita são as regras referentes ao tempo e ao discurso.

Em uma relação de tempo, usamos “este” para o tempo presente ou futuro: “Neste ano, devo passar as férias estudando”. Para nos referirmos ao tempo passado, mas não tão afastado, usamos “esse”: “Viajamos em janeiro e esses dias foram agradáveis”. Quando o tempo está bastante afastado, utilizamos “aquele”: “A ditadura militar calou muitas pessoas; naqueles anos, muitos sumiram ou foram mortos por serem contra o regime”.

Por fim, temos a regra que se remete ao próprio discurso – diga-se de passagem, a regra mais utilizada! Ela é colocada em prática quando usamos “este” para algo que ainda vai ser citado (Esta é minha decisão final: não iremos viajar!) e “esse” para termos já referenciados (Não iremos viajar; essa é minha opinião final!). Ainda há a opção do uso do “aquele” nessa situação, quando nos referimos a três termos distintos na frase. Veja o exemplo: “Nosso estado é formado por várias etnias, entre elas a polonesa e a alemã. Esta foi responsável por colonizar áreas centrais do estado e aquela por chegar ao oeste da região”.

 

Na semana que vem, vamos responder a dúvida da Luana, que pergunta se costume típico/tradição típica são expressões redundantes. Fique ligado!

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Bienal do Livro Amazonas lança aplicativo com 100 livros digitais grátis, mas suporte ainda é caro

Com o objetivo de popularizar a cultura no estado do Amazonas, a 1ª Bienal do Livro lançou um aplicativo que disponibiliza mais de 100 livros digitais, além de informações sobre programação cultural e eventos promovidos pela Secretaria do Estado da Cultura.  Segundo a organização do evento, novas tecnologias podem despertar em jovens a paixão pela literatura.

Em um estande na Bienal, três aparelhos tablet interligados a telões apresentaram o aplicativo ao público. Além dos mais de 100 títulos de e-books entre obras raras e livros sobre a região amazônica, o aplicativo também traz o guia da programação cultural do mês, um mapa dos espaços de visitação como teatros, centros culturais e bibliotecas, o histórico dos lugares e o contato para mais informações.

O aplicativo é gratuito e pode ser baixado diretamente das lojas virtuais dos aparelhos. A primeira versão está disponível apenas para tablets e até o fim do ano será lançada uma nova versão para smartphones.

A jornalista Rosiane Correia de Freitas acredita que é preciso ver o objetivo de democratização ao acesso à cultura com cuidado, pois o suporte ainda é caro. “Eu disponibilizo isso  de graça, mas o suporte ainda é caro. Apesar de os preços estarem baixando entre os smartphones de marcas mais populares, R$ 300,00 ainda é proibitivo para a maioria da população. Além disso, o 3G é muito caro também. Você disponibiliza o material de graça, mas num suporte que é extremamente seletivo, no qual a pessoa vai ter que ter um poder aquisitivo para bancar”, afirma.

 

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#Quarta do Erro 3

Hoje quem envia a foto com erro de Língua Portuguesa é o leitor Thomas Mayer Rieger.

 

Ana Paula Mira, diretora da Toda Letra, comenta os erros da foto: “Na placa, há um erro muito comum: o uso da crase entre dias de semana. O correto é “Segunda a sexta”, pois entre as duas palavras existe apenas preposição. Além disso, a grafia das horas também está incorreta, já que o certo é 11h30 ou 11h30min, e não 11:30h; e 15h ou 15h00min, em vez de 15:00h, como aparece no cartaz.”

 

Aproveite e mande também a sua foto com erros que você encontra por aí! Basta acessar nosso facebook, twitter ou e-mail.

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Terça do Livro: “Sobre Histórias de Fadas”, de J.R.R. Tolkien

Hoje é dia da participação dos leitores aqui na blog.  Quem sugere um livro hoje é o estudante de Publicidade e Propaganda da Universidade Positivo, Richardys Blum. A obra indicada é “Sobre Histórias de Fadas”, do autor J.R.R. Tolkien.

Este livro reúne dois textos para compreender como e em que circunstâncias surgiu o universo ficcional de J.R.R. Tolkien. Escritos em uma época em que ‘O senhor dos Anéis’ começava a tomar forma, o ensaio ‘Sobre Histórias de Fadas’ e o conto ‘Folha por Niggle’ compõem um panorama da visão de Tokien sobre a literatura, a fantasia e a criação da sua própria obra. No ensaio que dá nome a esta edição, o autor discute a natureza das chamadas histórias de fadas e qual seria sua função na sociedade contemporânea.

“Gostei do livro por vários motivos. 1°porque conta como Tolkien deu origem a todo o mundo médio e seus personagens, o que ele usou da onde imaginou, o que lhe chamou atenção.  Segundo ele também explora sobre o que são os contos de fadas, da onde eles vieram, como surgiram, e o que eles são pra sociedade, sua importância”, explica Richardys.

A obra pode ser encontrada na Livraria Cultura por R$ 33,00.

Gostou? Participe enviando um comentário sobre seu livro favorito!

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Jaime Prado Gouvêa participa do Paiol Literário na quarta-feira

O projeto Paiol Literário — promovido pelo jornal Rascunho, em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba, o Sesi Paraná e a Fiep — recebe na próxima quarta-feira (9 de maio), às 20 horas, o escritor mineiro Jaime Prado Gouvêa. Com mediação do escritor e jornalista Luís Henrique Pellanda, o encontro tem entrada franca e acontece no Teatro Paiol, em Curitiba.
Jaime Prado Gouvêa nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1945. Bacharel em Direito pela UFMG, atuou como jornalista no Jornal da Tarde, de São Paulo, e na sucursal belo-horizontina de O Globo. Entre 1969 e 1986, integrou a equipe do Suplemento Literário de Minas Gerais, do qual é atualmente superintendente. É autor dos livros de contos Areia tornando em pedra, Dorinha Dorê e Fichas de vitrola, e do romance O altar das montanhas de Minas. Em 2007, publicou Fichas de vitrola & outros contos, reunindo o antigo livro e contos inéditos. Por ele, foi um dos ganhadores do Prêmio Jabuti 2008.

Programe-se

Paiol Literário, com Jaime Prado Gouvêa e mediação de Luís Henrique Pellanda.
Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n.º, Prado Velho), (41) 3213-1340.
Dia 9 de maio, quarta-feira, às 20 horas. Entrada gratuita. Debate literário.

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Dica Cultural: Biblioteca Pública abre inscrições para Oficina de Crítica Literária

A Biblioteca Pública do Paraná promove nos dias 14, 15 e 16 de junho a Oficina de Crítica Literária com o crítico e professor de Literatura Brasileira Luís Augusto Fischer. Os interessados devem enviar um e-mail para o endereço oficina@bpp.pr.gov.br com o seguinte material: duas resenhas, de até 40 linhas cada, sendo uma a respeito de uma obra de Machado de Assis; e a outra sobre um livro publicado há menos de três anos, da literatura brasileira ou estrangeira.Os trabalhos serão analisados pelo próprio Luís Augusto Fischer, que selecionará 30 pessoas. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 31 de maio. A oficina será das 14h às 18h nos dias 14 e 15, e no sábado (16/06), das 9h às 12h.

Esta será a quarta edição da Oficina BPP de Criação Literária de 2012, que em março trouxe o escritor Milton Hatoum para trabalhar o gênero Romance; o jornalista Sérgio Vilas-Boas, em abril, para trabalhar Jornalismo Literário; e o dramaturgo Felipe Hirsch, que selecionou escritores, atores e atrizes para discutir o Texto Dramático na oficina do mês de maio. Mais cinco edições estão programadas para acontecer este ano, de gêneros como Conto, Poesia e Crônica.

O crítico

Luís Augusto Fischer (1958) é professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É colunista dos jornais Zero Hora, de Porto Alegre, do ABC Domingo, de Novo Hamburgo (RS) e do suplemento Folhateen, da Folha de S. Paulo. Colabora nas revistas Bravo! e Superinteressante. Publicou contos (O edifício do lado da sombra, 1996, e Rua desconhecida, 2002), ensaios (Para fazer diferença, 1999, Parnasianismo Brasileiro – entre ressonância e dissonância, 2003, e Literatura Brasileira – modos de usar, 2003), crônicas (Contra o esquecimento, 2001). Lançou em 2008 o livro Machado e Borges, de ensaios comparativos da obra do escritor brasileiro com a do argentino.

 

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